quinta-feira, 16 de setembro de 2010


Cá estou mais uma vez, deitado com a luz apagada e o som ligado. Muitas coisas me passam pela cabeça... São tantas dúvidas, que nem organizá-las estou conseguindo. Se é que teria como organizar tantas coisas iguais e tão diferentes em si. Será que o mundo parou? Ou fui em quem não vi o tempo passar?
Muitos noites como essa, tenho muita vontade de me enfiar debaixo da coberta e dela não sair tão cedo, por que afinal o conforto é melhor que a própria duvida (será que sair daqui, passarei frio .E caso esteja frio quem é que vai me esquentar?). Quem? Com quem vou brigar? Com quem vou passar o resto dos dias que me restam? Até o momento sou apenas eu e eu. Tenso, parar para ver como as coisas mudaram – alias o mundo mudou! E eu? Até agora a única mudança que enxergo é que estou só!  Tá sendo irreal imaginar uma luz no fim do caminho parece-me que quanto mais ando e adentro para dentro de mim vejo mais uma imensa escuridão. Não que haja luz em meu interior, mas é como se caminhasse no escuro e mesmo com o celular na mão para clarear o caminho, sinto que está faltando algo... Sei lá, vasculhei minha mochila e minhas coisas estão lá, meu mp3, alguns livros, fotos, lembranças...
Puta que pariu! Já liguei para meus amigos e de nada adiantou!!! Ainda falta algo, é uma sensação de ter perdido uma parte de mim. Nem mesmo minha fiel companheira “Dona Solidão” está fazendo algo, o que me falta me perturba a cada passo dado. Por mais q’eu olhe para trás, não consigo identificar o que me falta. Tudo bem! Sei que algo está faltando e isto já é um ótimo começo. O que me preocupa é entender por que me faz tanta falta!? Seria muita hipocrisia negar o que tem me feito tanta falta. Tô pensando que deve ser algo que comigo carreguei durante muito tempo, e de cara arrisco em dizer que devo gostar muito para chegar ao ponto de sentir sua falta. Ás vezes deixamos tanto os nossos sentimentos tomar conta da nossa vida, que quando voltamos ao controle nos sentimos perdidos, com a sensação de tudo ser meio estranho. Por algum tempo, pensei que estivesse enlouquecendo, embriagado, sei lá – por que é cabreiro você achar algo que pode não ser real, e nesse meio se perder entre o que realmente é real e o que é irreal. Seria o amor algo irreal, uma falsa realidade, um mundinho no qual fugimos criamos com o propósito de fugir das nossas responsabilidades? Com estes dias em uma aula ouvi “As outras pessoas existem, apenas para fugirmos de nós mesmos” AAAAAAAA... Perae!! Então eu conheço uma pessoa maravilhosa, acredito que mostro quem eu sou, quando na verdade estou fugindo de mim? Como assim mundo!!?? Seriamos tão completo como propõe a teoria de Rogers? Mas e como fica a historinha da metade laranja?
Já que somos movimentados pelo fogo da motivação, onde é que entra a motivação do amor? Somos completos e ao mesmo tempo precisamos do outro para fugir de nós mesmos. E todo aquele bla bla do Narcisismo? Tudo incerto até agora, quanto mias penso mais fundo fica a dúvida. E até aonde podemos suportar a dor? A dor de termos de fugir de nós mesmos e ao mesmo tempo nos completarmos no encontro com o outro. Emocionante viagem até o fim desse caminho, nessa busca incansável para descoberta de quem realmente somos e o que precisamos para viver. Terá um fim? Acredito muitas vezes que não... resta-nos a morte para colocar um ponto final... ou um recomeço?


O fim de tudo isso não, alias ninguém sabe. Mas gosto de ver nós seres humanos, como verdadeiras fênix “ Estamos a todo momento morrendo, e renascendo das nossas próprias cinzas”.Pode nos ser tirado tudo, menos a nossa felicidade.

Um comentário:

  1. faeeeel. ou vamo posta coisa mais alegres? ..c é muito melhor que isso, deixa os outros verem o qnto voce é divertido qndo nao esta na depre ^^ .seu post te muito bom. mas seria mais legal ler alguma coisa boa. e sei que voce tem muita coisa boa.. tamo ae parcero ^^

    ResponderExcluir