sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ultimos dias...



Já é quase noite de final de ano, e eu estou sozinho em casa. Com pensamentos distribuídos pelo mundão aí a fora, já me veio a mente inúmeras pessoas. São pessoas que de alguma maneira marcaram sua presença na minha vida. Pode ser que infinitos motivos muitas dessas já não se fazem mais presentes em minha vida, seja por conta do destino, seja por intrigas e até mesmo culpa da falta de tempo, das distâncias... vários são os motivos. Mas é comum que em véspera de réveillon que todos nos fazermos internamente uma síntese de toda sua vida, em especial ao ano que está prestes de acabar. Passaram-se aproximadamente 360 e poucos dias e tantas coisas aconteceram, tiveram brigas, alguns desentendimentos, noites acordadas, sonos maravilhosos, alguns pesadelos, um pouco de vinho, várias mensagens no celular, várias ligações, vários aprendizados, vários dias ensolarados, alguns chuvosos e outros nublados.
Apesar de em vários momentos ter sido tomado pelo cansaço, pela angustia da realidade não se muito parecida com o ideal, ou então quando menos se é esperado somos bombardeados de esperanças, acreditando que seguido da chuva forte virá o sol. Parece engraçado e triste pensar que todo mês de Dezembro são repetidos rituais. As pessoas enfeitam suas casas com muito pisca-pisca, árvores de natal, presépios, e não perdem tempo em desejar tudo àquilo que durante o ano não alcançou, não conquistou e nem ganhou. Gosto de pensar o quanto de esperança se instala nas pessoas nessa época do ano, é nesse tempo onde as pessoas se aproximam, mostram uma parte caridosa de si mesmo, se apresentam mais receptivos para o mundo e seus sentimentos. E apesar de muitas vezes o ano que finaliza passar a idéia de ter sido “péssimo”, “ruim”, “sofrido” entre outras classificações as pessoas   reclamaram a cada situação vivenciada durante os 11 messes do ano, mas que ao menos no ultimo mês do ano param suas vidas e atividade “importantíssimas” para despejar um pouco de esperança e fé de que o próximo ano possa vir a ser melhor do qual está acabando. E será mesmo que foi tão ruim o ano? Por ser tão ruim que temos tantas emoções durante o ano? Prefiro ter uma visão generosa dessa conduta de refletir sobre os dias passados, sobre as luzes, as músicas, a aproximação das pessoas e a esperança que aparecem em dezembro transmitem uma idéia de retribuição por todos os dias do ano que se passa e ao mesmo tempo uma forma de se despedir dos dias que ficarão somente na lembrança de todos. E nada melhor do que iluminar o nascimento do ano novo com muita esperança e amor. Afinal de contas não teria tanta graça se fosse tudo tão perfeito.


domingo, 4 de dezembro de 2011

          Meu coração tem batido aproximadamente 80 vezes por minuto quando durmo, são  76 batidas quando leio, 1200 batidas quando me sinto bem e feliz, e ele pára toda vez que começo a escrever... Me sinto envolvido por cada letra, cada sílaba, cada palavra, cada oração, cada frase, cada parágrafo. Cada parte aqui representa um pedaço do meu todo. Parece que me perco observando o meu todo, ou estaria eu perdido nas partes do todo? São tantos sentimentos ao mesmo tempo, que dificultam cada vez mais a leitura de mim mesmo em diferentes momentos... Por vezes sinto medo, felicidade, dúvidas invadem meus pensamentos, invade os meus sonhos, penetra no meu intimo feito um turbilhão de informações que vão aparecendo, entrando, se misturando e bagunçando cada vez mais.

         E será que sou o único que vive momentos, situações assim!? Acredito que não e realmente espero não ser o único que se perde em meio a escuridão do desconhecido, dentro do labirinto do novo nenhuma curva, caminho, detalhes... nada disso faz parte das nossas lembranças, nada é conhecido, nada reconhecível nem similar a tudo nesta vida já visto. 

       Às vezes nos deparamos com situações pelas quais ora são parecidas com vivencias passadas, ora situações jamais vivenciadas e conhecidas pelo nosso ser. Seriam essas recordações meras recordações do passado, teria essa associação alguma lógica ou conexão com o presente? É claro que o desconhecido nos deixe muitas vezes confusos, mas a idéia é que o desconhecido não nos cause medo, aflição, insegurança. Encontra-se relacionado a esta segurança várias fatos, como: o quanto acreditamos no nosso potencial, como lidamos com as frustrações, derrotas, o quanto conseguimos transformar tudo aquilo que nos parece ser ruim em algo bom....

É por medo do acaso, do não programado nos recuamos, tememos de tudo e todos. Uma movimentação não espera pode gerar um trilhões de combinações de sentimentos e sensações, desequilibrando assim o nosso estado atual. É comum, natural e até esperado tais modificações.

Mas gosto de estender limites, ultrapassar horizontes e ir muito mais além de que sensações e sentimentos. Me interessa o que acontece para dentro de você, por debaixo da pele, tudo aquilo que não é muito nítido e sensível os olhos de nós mesmos. Isso mesmo, nos descrevemos como seres dotados de auto-conhecimento, como se fossemos o engenheiro de toda essa maquina que funciona dentro do meu próprio corpo. E será que realmente somos esse famoso engenheiro?

Conseguiria você controlar todas suas emoções? Não descarto que inúmeras situações, conseguimos sim, mas me refiro aquelas que nos causam um baque, estou falando daquelas que fazem párar o batimento do coração. SIM, isso é possível. Tudo ocorre numa fração de mil vezes menor que um milésimo e notamos essas paradas cardíacas. Que sejam causadas por um amor secreto que em nossa frente acaba de passar, por uma noticia boa ou catastrófica, seja por depararmos conosco mesmos, seja por descobrir que seus sonhos são apenas sonhos, seja por um infinito de suposições. O importante é saber que existe algo nesse mundo que exerce uma força gigantesca em você, sendo capaz de te parar. Posso não saber definir claramente as mais freqüentes, posso também nem te conhecer e também  não me conhecer bem o suficiente (acredito que isso seja uma doce ilusão para os que acreditam são suficientes o bastante para acredita em apenas um lado daquilo que se mostra). Posso também não mostrar nada ha ninguém, nem nunca alcançar aquilo que acredito alcançar  e isso é apenas uma questão de tempo ao tempo, poderá ser como uma parada ou nem vir a ser sentida.

Me preocupa como as pessoas pouco sabem de si mesmas, de quanto estão disponíveis para começar a se reconhecer. Me refiro a uma longa reflexão, podendo começar até mesmo com  perguntas: "Quem sou eu hoje?", "Quem fui no passado?" e "Quem serei amanhã?". Pode ser que pequenas dúvidas sobre você gere profundas e intermináveis reflexões, conseguindo ou não você já se tornou merecedor de Parabéns, por quê? Por tentar ficar de frente daquele que muitas vezes mais foge VOCÊ mesmo. E não se esqueça que você pode controlar a direção que caminha, mas jamais controlar o frio que sentirá todas as vezes que uma corrente de vento te tocar.



O quanto estamos preparados para ficarmos frente a frente conosco mesmos? Até onde suporta descobrir que você não é igual ao que pensar ser?