De que adianta estar cara a cara, quando corações se afastam e se desconhecem? Por mais dolorido que seja as expectativas que temos em cima dos outros é grande demais, ao ponto de nos cortar e recortar nosso coração. Parece-me que uma onda de surdez (voluntária) vem atacando em grande escala o mundo. Vivemos num mundo que por vezes, na grande maioria das vezes nos tampa os ouvidos, seja para não ouvir as dores que temos ou as que nossos próximos tem. Em algumas vezes soa como se fosse uma fuga interminável, um caminho tortuoso longo demais para acabar tão rápido, e são com passos lentos que andamos neste.
Precisamos mesmo de uma história tão dolorida e sofrida assim? Percebo que dia a dia somos muito bem treinados e disciplinados em aplicar a surdez parcial. Onde somente ouvimos aquilo que superficialmente nos agrada, nos refletem sentimentos de felicidade, mas será mesmo que instalamos uma configuração de perfeição plena em nosso organismo? As relações estão cada vez mais motivadas e ligadas aos interesses pessoais, como se somente importasse tudo aquilo que ganhamos agraves dessas. E eu sempre me questiono aonde é que ficam os batimentos cardíacos dessas linhas tortas? Quando que essa história bate dentro de um peito? Quando que ela arranca o ar que estava dentro dos nossos pulmões? E a transpiração? E a adrenalina? As reações bioquímicas do nosso corpo, cadê tudo isso? Onde está o que somos?
Seriamos, nós seres humanos, uma espécie que se completa em conhecer apenas uma parte de tudo que somos? Concentramos-nos em apenas naquilo que reluz luz e aparenta ser maravilhoso. E ainda questiono, de que adiantar estar de frente para um grande sonho e não realizar só pela aparência deste não ser maravilhosa para a sociedade? Às vezes perceber é muito pouco, é preciso sentir, viver e se comover para tomar consciência do mundo e suas trilhas.
Gostaria que o mundo fosse um pouco mais sensível com nossos sentimentos, apenas isso.
Já é quase noite de final de ano, e eu estou sozinho em casa. Com pensamentos distribuídos pelo mundão aí a fora, já me veio a mente inúmeras pessoas. São pessoas que de alguma maneira marcaram sua presença na minha vida. Pode ser que infinitos motivos muitas dessas já não se fazem mais presentes em minha vida, seja por conta do destino, seja por intrigas e até mesmo culpa da falta de tempo, das distâncias... vários são os motivos. Mas é comum que em véspera de réveillon que todos nos fazermos internamente uma síntese de toda sua vida, em especial ao ano que está prestes de acabar. Passaram-se aproximadamente 360 e poucos dias e tantas coisas aconteceram, tiveram brigas, alguns desentendimentos, noites acordadas, sonos maravilhosos, alguns pesadelos, um pouco de vinho, várias mensagens no celular, várias ligações, vários aprendizados, vários dias ensolarados, alguns chuvosos e outros nublados.
Apesar de em vários momentos ter sido tomado pelo cansaço, pela angustia da realidade não se muito parecida com o ideal, ou então quando menos se é esperado somos bombardeados de esperanças, acreditando que seguido da chuva forte virá o sol. Parece engraçado e triste pensar que todo mês de Dezembro são repetidos rituais. As pessoas enfeitam suas casas com muito pisca-pisca, árvores de natal, presépios, e não perdem tempo em desejar tudo àquilo que durante o ano não alcançou, não conquistou e nem ganhou. Gosto de pensar o quanto de esperança se instala nas pessoas nessa época do ano, é nesse tempo onde as pessoas se aproximam, mostram uma parte caridosa de si mesmo, se apresentam mais receptivos para o mundo e seus sentimentos. E apesar de muitas vezes o ano que finaliza passar a idéia de ter sido “péssimo”, “ruim”, “sofrido” entre outras classificações as pessoas reclamaram a cada situação vivenciada durante os 11 messes do ano, mas que ao menos no ultimo mês do ano param suas vidas e atividade “importantíssimas” para despejar um pouco de esperança e fé de que o próximo ano possa vir a ser melhor do qual está acabando. E será mesmo que foi tão ruim o ano? Por ser tão ruim que temos tantas emoções durante o ano? Prefiro ter uma visão generosa dessa conduta de refletir sobre os dias passados, sobre as luzes, as músicas, a aproximação das pessoas e a esperança que aparecem em dezembro transmitem uma idéia de retribuição por todos os dias do ano que se passa e ao mesmo tempo uma forma de se despedir dos dias que ficarão somente na lembrança de todos. E nada melhor do que iluminar o nascimento do ano novo com muita esperança e amor. Afinal de contas não teria tanta graça se fosse tudo tão perfeito.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Meu coração tem batido aproximadamente 80 vezes por minuto quando durmo, são 76 batidas quando leio, 1200 batidas quando me sinto bem e feliz, e ele pára toda vez que começo a escrever... Me sinto envolvido por cada letra, cada sílaba, cada palavra, cada oração, cada frase, cada parágrafo. Cada parte aqui representa um pedaço do meu todo. Parece que me perco observando o meu todo, ou estaria eu perdido nas partes do todo? São tantos sentimentos ao mesmo tempo, que dificultam cada vez mais a leitura de mim mesmo em diferentes momentos... Por vezes sinto medo, felicidade, dúvidas invadem meus pensamentos, invade os meus sonhos, penetra no meu intimo feito um turbilhão de informações que vão aparecendo, entrando, se misturando e bagunçando cada vez mais.
E será que sou o único que vive momentos, situações assim!? Acredito que não e realmente espero não ser o único que se perde em meio a escuridão do desconhecido, dentro do labirinto do novo nenhuma curva, caminho, detalhes... nada disso faz parte das nossas lembranças, nada é conhecido, nada reconhecível nem similar a tudo nesta vida já visto.
Às vezes nos deparamos com situações pelas quais ora são parecidas com vivencias passadas, ora situações jamais vivenciadas e conhecidas pelo nosso ser. Seriam essas recordações meras recordações do passado, teria essa associação alguma lógica ou conexão com o presente? É claro que o desconhecido nos deixe muitas vezes confusos, mas a idéia é que o desconhecido não nos cause medo, aflição, insegurança. Encontra-se relacionado a esta segurança várias fatos, como: o quanto acreditamos no nosso potencial, como lidamos com as frustrações, derrotas, o quanto conseguimos transformar tudo aquilo que nos parece ser ruim em algo bom....
É por medo do acaso, do não programado nos recuamos, tememos de tudo e todos. Uma movimentação não espera pode gerar um trilhões de combinações de sentimentos e sensações, desequilibrando assim o nosso estado atual. É comum, natural e até esperado tais modificações.
Mas gosto de estender limites, ultrapassar horizontes e ir muito mais além de que sensações e sentimentos. Me interessa o que acontece para dentro de você, por debaixo da pele, tudo aquilo que não é muito nítido e sensível os olhos de nós mesmos. Isso mesmo, nos descrevemos como seres dotados de auto-conhecimento, como se fossemos o engenheiro de toda essa maquina que funciona dentro do meu próprio corpo. E será que realmente somos esse famoso engenheiro?
Conseguiria você controlar todas suas emoções? Não descarto que inúmeras situações, conseguimos sim, mas me refiro aquelas que nos causam um baque, estou falando daquelas que fazem párar o batimento do coração. SIM, isso é possível. Tudo ocorre numa fração de mil vezes menor que um milésimo e notamos essas paradas cardíacas. Que sejam causadas por um amor secreto que em nossa frente acaba de passar, por uma noticia boa ou catastrófica, seja por depararmos conosco mesmos, seja por descobrir que seus sonhos são apenas sonhos, seja por um infinito de suposições. O importante é saber que existe algo nesse mundo que exerce uma força gigantesca em você, sendo capaz de te parar. Posso não saber definir claramente as mais freqüentes, posso também nem te conhecer e também não me conhecer bem o suficiente (acredito que isso seja uma doce ilusão para os que acreditam são suficientes o bastante para acredita em apenas um lado daquilo que se mostra). Posso também não mostrar nada ha ninguém, nem nunca alcançar aquilo que acredito alcançar e isso é apenas uma questão de tempo ao tempo, poderá ser como uma parada ou nem vir a ser sentida.
Me preocupa como as pessoas pouco sabem de si mesmas, de quanto estão disponíveis para começar a se reconhecer. Me refiro a uma longa reflexão, podendo começar até mesmo com perguntas: "Quem sou eu hoje?", "Quem fui no passado?" e "Quem serei amanhã?". Pode ser que pequenas dúvidas sobre você gere profundas e intermináveis reflexões, conseguindo ou não você já se tornou merecedor de Parabéns, por quê? Por tentar ficar de frente daquele que muitas vezes mais foge VOCÊ mesmo. E não se esqueça que você pode controlar a direção que caminha, mas jamais controlar o frio que sentirá todas as vezes que uma corrente de vento te tocar.
O quanto estamos preparados para ficarmos frente a frente conosco mesmos? Até onde suporta descobrir que você não é igual ao que pensar ser?
Nem tudo que é normal vem a ser comum, ou o melhor nem pior. Nos dias atuais como lidamos com as diferenças dos demais da nossa espécie? Como se encontra a nossa disposição para com as pessoas que de nós são diferentes? Será que estamos sabendo lidar de maneira benéfica a todos com essas diferenças? Quais tipos de diferenças podemos nos defrontar pelo cotidiano? Nos deparamos mais com pessoas diferentes ou com limitações? Existem semelhanças entre limitações e diferenças?
Certamente várias situações vem a sua mente, lembranças de situações que ilustram as diferenças das pessoas, essas podem demonstrar o quanto diferentes somos. Se pensarmos em irmãos teremos uma pequena semelhança, mas sempre haverá as diferenças. Essas diferenças podem ser traços da personalidade, condição física, cor, raça, tamanho, género, gostos, desejos, aspirações, sonhos e outras inúmeras características. O que nos difere entre são essas pequenas caracteristicas, algumas limitações sejam elas físicas ou não. Se tratando das limitações pessoais, nos encontramos dentro das pessoas, das sensações e percepções que estas tem do mundo e de si. Já as limitações físicas se encontram enraizadas nos membros e estruturas ósseas do indivíduo. E podem as pessoas viverem harmoniosamente mesmo com tantas diferenças e muitas vezes visíveis?
Para compreender a fundo o que são limitações, precisamos refletir sobre quais tipos podemos possuir.São limitações transferíveis (alguém pode fazer por você), limitações delegáveis (dificuldade que a ajuda reduz o impacto dela), limitações inconseqüentes ( pequenas caracteristicas que superficialmente não causam conflitos internos). Mesmo que a ajuda de algum terceiro facilite a execução de algumas tarefas, ajuda em si não remove a limitação da pessoa. Com isso seria possível repensar em com lidamos com as limitações das pessoais, umas poderiam ter facilidades em certas tarefas outras teriam dificuldades nessas tarefas pode estar associado a uma limitação pessoal (emocional e ou física). E é possível imaginar uma vida comum tendo dificuldades?
Sim, desde que haja crença na flexibilidade, desde que acreditem em mudanças e vencer limitações, obstáculos. A partir do momento que o obstáculo não seja visto apenas mais um empecilho no caminho e sim seja visto como sendo mais superação, uma vitoria e um troféu a ser exibido com orgulho. Quanto maior for a importância dada a superação, menores podem ser as chances das dificuldades graves serem capaz de desmotivar uma pessoa. Superar nossas limitações é possível e necessário se quisermos aproveitar a vida ao máximo. Aceitar esse fato certamente ajudará abandonar o ressentimento, a dor, a vergonha e o pesos das limitações para melhor acolher o novo.
Às vezes o grande passo de se aceitar “depende” da aceitação do outro, cabe no momento repensar sobre como lidamos comas limitações da humanidade? O quanto nos dispomos enquanto humanos para nos sensibilizarmos com a realidade de outra pessoa. Não me refiro a sentir dó muito menos pena, mas sim tentar se colocar no lugar dos outros, ter paciência e empatia com as diferenças dos demais. E ter empatia é saber ver, perceber, respeitar e principalmente ouvir o que o outro tem a dizer sobre seus sentimentos e percepções.
Quando chove no dia que esperava um dia ensolarado...
Quando você entende as pessoas, mas elas não te entendem...
Quando a desunião reina no mundo....
Quando as pessoas não percebem as necessidades do outro...
Quando as portas se fecham no momento que mais precisavam estarem abertas....
Quando as coisas deviam andar bem....
Quando tudo deveria estar no sue lugar...
Quando parece não ter mais solução....
Quando não sei mais quando é....
Quando as lágrimas correm pelo seu rosto, quando elas deveriam lubrificar seus olhos...
Quando ainda é quinta-feira, mesmo precisando ser sexta-feira...
Quando as horas param....
Quando o Mundo dorme...
Quando nada mais é perfeito...
Quando a fantasia mostra que nada de real tem....
Quando você perde algo que não pode substituir....
Quando....
...o céu está iluminado pelas luzes das estrelas....
.... luzes vão te guiar pra casa e....
...vão incendiar seus ossos.... e te mostrar que nada na Terra é perfeito.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Dizem que o inverno é repleto de distanciamento das pessoas, seja por conta do frio ou por conta da falta de amor, sempre há distanciamento delas seja qual for o motivo. Mas até que ponto de fato é relevante, importante ou saudável esse afastar-se? O inverno como outra qualquer estação do ano é lindo, pode não haver flores coloridas como na primavera, que enfeitam o cenário da vida; pode não ter aquele calor que vem acompanhado do verão e também não há arvores secas espalhadas por todo cato da cidade como no outono. No inverno ganhamos o frio, ventos cortantes, dias que necessitam e gritam por calor adquirido através de cobertas, edredons e milhões de moletons (daqueles de linhas fofinhas).
E por muito tempo acredito que todo inverno fosse esse correr, fugir, se afastar das pessoas, se esconder do mundo... Envolvemo-nos em cobertas “quentes” de nós mesmos, nas entranhas mais acolhedoras do nosso intimo. Quando no inverno de 2011, pude constatar que o inverno pode ser uma linda estação sem essa distância entre as pessoas. Acredito que precisamos querer sonhar e colocar em pratica todos os nossos mais indefinidos, abstratos e insanos sonhos. Afinal eles fazem parte do nosso ser! Não haverá estação, data, horário muito menos o lugar correto e propicio para realiza-los. É tudo uma questão de querer, saber se distanciar de todos os medos que te assombram (e não são pessoas, e sim conteúdos internos que muitas vezes se encontram em conflito) e o primeiro passo é sempre decidir ser feliz. Carrego comigo que todo momento pode ser inesquecível, e para que colocar em prática descarto toda e qualquer suposição que exista formulas, lugares e momentos certos para rolar a magia de uma primavera antecipada. Pois são as pessoas que fazem dos nossos momentos, lugares e acontecimentos inesquecíveis.
E cá estou mais uma vez escrevendo sobre o amor e a dor que ele traz consigo (vocês devem estar cansado de me verem escrever apenas sobre isso , né?). Hoje decidi mudar o rumo, chega de falar do amor, de alguém que esbarra em você e com a maior lábia te engana. Hoje e só por hoje decidi falar sobre outra relação, algo mais intimo e um tanto mais próximo de você. E pensando nisso, nesses últimos dias me vi e senti preso a questão, de que como alguém que foi um ser indispensável para o seu nascimento, pensa naquela pessoa que doou 50% de dados genéticos pra ajudar na sua criação e como pode essa mesma pessoa do dia para a noite (duvido eu que seja do dia pra noite) falar declaradamente, que tanto faz o que você pensa, sente ou deseja porque no fundo tudo isso são bobeiras, comumente conhecido pela seguinte frase “ tudo isso é pouca bosta”. Como isso?? Meu! Como pode? Por mais que eu queira distorcer essa realidade, se tudo isso está na minha cara! Como? Puta que pariu! E pelo visto, vou começar a semana com algo que realmente me intriga esse comportamento narciso e egoísta. Pensando e pensando sobre... e claro observando também...
Qual é a logica pensar que alguém possa por um milésimo de segundo deixar seu eu de lado ou se colocar em segundo lugar e deixar o próximo no trono, em primeiro lugar?Por que né? Nada melhor que eu mesmo nesse trono, eu falo você escuta e depois bem depois ai sim você conversa com as paredes ocas. Ciclo vicioso esse não? Seria natural? NÃO! Eu acredito, não. Foi aprendido (99% de certeza). Beleza, eu falo o que eu quero e as vezes até grito – mas e o outro o que acontece com ele?
Estava eu delirando mais ainda sobre esta questão e meio que conclui absurdamente com outra pergunta. Será que realmente ele fala com as paredes? Ou a única explicação mais plausível é a de que o outro seja oco e vazado (claro, precisa ser vazado porque aí o meu conteúdo nunca fixa, transformando-o em mim ou eu nele, ou algo muito louco assim). E não parei por aqui delirei mais e me veio à imagem de uma semente. Isso mesmo uma semente, porque é bem por aí o ser oco é apenas um vaso (de preferencia vazio), você traz seus conteúdos (no plural porque são tantos que chegam a se assemelharem com os agrotóxicos) e eles atuam feito terra, adubo e água no vaso. Imaginando que carregar tudo isso seja um tanto doloroso e até pesado, você chega no vaso e joga tudo lá, e claro que como todo conteúdo tem uma carga emocional e com ela há lágrimas, que irrigam seu plantio.
Enfim você tem todos os ingredientes para plantar sua sementinha e não se esquecendo de que você cuida dela assim de uma forma que requer muito cuidado e amor, forçando-o a serem extremamente amoroso e cuidadoso que chega ao ponto de assustador assistir essa cena (para menores prejuízos dispenso todos e quaisquer comentários sobre). Com o passar do tempo à semente junto do seu cuidado, dá vida a algo parecido com uma pequena mudinha. Que legal tanto trabalho e esforço gerou algo, ai como todo ser humano na sua completude é super inteligente e intuitivo (não sei da onde surge a crença da inteligência vir da intuição, mas enfim sem menos...), o que ele faz? Isso mesmo continua com seu super programa de cuidados (Super mesmo, tão genial que de vida a uma plantinha). Que máximo né! Até o momento que essa linda e fofa mudinha criada por uma pessoa que tem um dom divino, percebe que ela também tem vida e controle sobre ela. Aí sim o caos está instalado, pois agora ela é uma sugadora feita uma planta carnívora.
E como ela se torna algo devastador, a tendência do ser humano politicamente e eticamente correto (baseado na sua própria moral) se afasta da “venenosa”, isso quando não tenta mata-la.
Taí uma das coisas que mais me intriga é essa intolerância à frustação, engraçado que toda frustação vem carregadas de pulsões de morte (num plano que eu discordo com Freud – acho que vem num plano consciente). Por que tipicamente é tão comum e previsível quando uma pessoa se encontra insatisfeita com algo ou alguém insistir até a morte suas próprias ideias e convicções a ponto se preciso caso a situação fique ameaçadora utilizar de ameaças, fazer uso do poder e até mesmo usar da violência para sua legitima defesa. E claro que não poderia me esquecer, de que essa incompetência da sua parte e não da minha (é óbvio) é culpa de fulano, de ciclano ou até mesmo de beltrano. Perceba que esse movimento acontece por mera defesa e esquiva de sabotar sua porcentagem na criação dessa planta carnívora. Pois você só fez sua parte em lhe dar cuidados e zelos.
Sabe quanto mais penso sobre, cada vez mais percebo a presença do egoísmo humano pra todo lado e em todos os momentos. Será tão difícil admitir sua participação nesse processo e também no resultado. Será? E é assim que a grande maioria das pessoas (cerca de 99,99% da população) fazem conscientemente ou inconscientemente ( e saber por qual via isso rola, não veem ao caso) e mais louco é ouvir “eu não sou culpado”. Para TUDO! Pensa num casal que termina um relacionamento (consideravelmente um relação linda), após o termino ambos irão buscar no outro ou situações com aspectos negativos para assim justificar o rompimento; ou até mesmo quando o (a) filho (a) faz algo que é contraditório aos desejos dos pais, eles (os pais) logo de cara vão buscar algo ou alguém culpado. E é assim também que acontece nas outros milhões de possibilidades de situações.
E hoje somente hoje eu proponho a você pensar como você quanto todo o resto do mundo é culpado por todo e qualquer momento, seja ele bom ou não. Seja uma antítese e tente quebrar por um minuto esse distanciamento de si em relação a sua neutralidade das consequências. Por maior que seja o leque de possibilidades não descarte nenhumas delas, pois o mundo é grande demais, as horas são mais extensas que seu organismo há de aguentar sem oscilações biológicas e psíquicas a fim de conseguir armazenar todas as informações mais puras possíveis e religiosamente desligadas dos seus desejos. HÁ! E antes que me esqueça, nenhuma investigação termina ou é concluída, o que acontece é se obtêm possibilidades que possuem maiores possibilidades de serem fidedignas e puras. E até mesmo quando as tiverem, jamais descarte a possibilidade de você ser ou não parcialmente culpado.